Mundos Locais apresenta PERFORMANCE pelos PSYCHOLOGICAL ART CIRCUS

THE TRAIL: PERFORMANCE PELOS PSYCHOLOGICAL ART CIRCUS
No Centro Cultural de Lagos, 26 Junho, esta quinta-feira, às 22h
Entrada livre
CONVERSA com os PSYCHOLOGICAL ART CIRCUS
No Centro Cultural de Lagos, 27 Junho, esta sexta-feira, às 22h
Entrada livre (Em Inglês)
O programa transversal do projecto MUNDOS LOCAIS continua esta quinta feira com a performance de PSYCHOLOGICAL ART CIRCUS, intitulada The TRAIL , às 22h no Átrio do Centro Cultural de Lagos. Seguida de uma conversa com a companhia na sexta feira, às 22h no Átrio do Centro Cultural de Lagos.
THE TRAIL 26 Junho quinta-feira, às 22h
The Trail (2006-2008), é um trabalho inspirado na técnica usada para curar os males do espírito desenvolvida por Olive Pixley no início do século XX. Espectáculo de cerca de meia hora de actuação, combinando acrobacia e mímica acompanhadas de uma banda sonora original, tem sido encenado em multiplos espaços e com variado numero de actores em Londres. Em Abril de 2008, como artistas residentes da Roundhouse, em Camden, a companhia começou a sua experiência prática numa “vontade suspensa de descrença para o momento que constitui a fé poética”. Enquanto que para Coleridge esta teoria estética tinha a ver com a relação do leitor com a arte, para o PAC, esta teoria tornou-se a vontade dos seus artistas de recusarem a sua própria incredulidade face a uma dramaturgia não-ficcional, onde os factos apresentados são fantásticos, parecem improváveis e extremamente violentos. Enquanto a suspensão teatral ou a incredulidade são usualmente um quid pro quo silencioso entre o observador e o observado, aqui os artistas, explicitamente, concordam em tentar uma recusa provisória das suas próprias respostas mecânicas e julgamentos estereotipados em troca das possibilidades criativas que o desconhecido oferece.
The Trail é uma criação de Jack Opaean (Inglaterra), Lina Jungergård (Suécia) e Andrea Meneses Guerrero (Colombia).
A CONVERSA 27 Junho sexta-feira, às 22h
Conversa com o director da companhia Opaen – e restantes colaboradores acerca dos métodos de trabalho do grupo, que incluem samplagem das teorias do pensamento modernista, história europeia e artes do corpo, fundidos com metodologias do circo enquanto tecnologia da mobilidade e alegoria do nomadismo cultural. Após o investimento de dois anos na paródia extrema de Anna O., a companhia mudou o seu enfoque para a narrativa visual relacionada com a jornada espiritual de Olive P.
OS PSYCHOLOGICAL ART CIRCUS
O nascimento do Psychological Art Circus (Circo de Artes Psicológico) ocorreu a 22 de Março de 2004, no âmbito do Projecto Area 10, um armazém convertido em espaço artistico em Peckham, no sueste londrino. Foi lá que começou um processo com dois anos de duração, o qual utiliza como dispositivo temático o caso-história de “Anna O”. Um grupo interdisciplinar, proveniente de oito países, que atravessam três continentes e que usam trapézio, mímica, números vocais e projecções, fogo, sombra, e manipulação de objectos para criar um reportório em evolução de actos diferentemente coreografados para uma série de lugares, situações e contextos diferentes: Inglaterra, França e Croácia. As estreias itinerantes do grupo incluem: Jeunes Talents Cirque at L’Academie Fratellini, Paris 2004, FAKI, Festival de Teatro Alternativo, Zagreb, 2005 e o lançamento da exposição KISSS na Galeria Whitechapel, em Londres, 2006. Os PAC ganharam fama pela suas representações clandestinas, incluindo as do Circo Arnold, um palco construído sobre sepulturas de vítimas da peste na parte este de Londres e numa casa pública abandonada, no St. George Circus. O trabalho levou à fundação de uma companhia, apoiada pelo Arts Council de Inglaterra e, em Abril 2006, ao primeiro convite para viajarem até à América do Sul, onde actuaram para uma audiência de mais de 2000 pessoas no Bogotá, a propósito da 4ª Convenção Latina de Circo.