Gustavo Sumpta
Performativa de Verão, 2006-2008, de Gustavo Sumpta
Intervenção composta por dois desenhos feitos em caneta de acetato sobre papel, colados sobre folhetos grátis (ambos de 2006), e uma passadeira de desenhos resultantes da performance “Assim não vais longe” (2007) com que o artista abriu a Mostra de Dança Contemporânea/2008 de Sintra. Trata-se de uma proposta que assume a importância dos actos performáticos na obra de Gustavo Sumpta, onde o espectáculo dá sempre lugar a actos simbólicos que permanecem depois em peças recontextualizadas no circuito das artes visuais.

Vista da performance “O melhor mundo possível” (2004) no projecto TERMINAL, Hangar K7, Oeiras/Arquivo Paulo Mendes / PLANO 21 a.c.
O melhor mundo possível, de Gustavo Sumpta Projecto desenvolvido no âmbito de uma residência artística na Galeria ZDB e agenciado através da RE.AL, onde a resignação algo optimista lançada no título do acto performativo é ironizada pelo material utilizado (rolos de papel higiénico) na construção de um mundo em suspenso.
GUSTAVO SUMPTA nasceu em Luanda (Angola) em 1970. Vive e trabalha em Lisboa. Artista plástico e performer, começou a expor e a apresentar o seu trabalho na década de noventa. Tem apresentado regularmente o seu trabalho na Galeria ZDB, em Lisboa, bem como no âmbito do projecto Salão Olímpico (2003-2006) no Porto, das exposições Terminal (2005) em Oeiras e In.Transit (2007) no Porto, da Plataforma Revólver e da Galeria VPF Cream Arte, em Lisboa, onde apresentou a sua primeira exposição individual: Quando se reúne muito trabalha-se pouco (2007). Começou a desenvolver a performance enquanto medium artístico específico a partir de 2003, ano em que participa no LAB10 com o projecto Bala, expressão de contentamento e colabora com o coreógrafo João Fiadeiro e o cineasta Pedro Costa na criação de The End of a Love Affair.
Para além de artista plástico, exerceu actividade profissional nas áreas do teatro, dança e cinema. No teatro, foi membro fundador do grupo Pogo Teatro, tendo participado nas criações desse colectivo entre 1995 e 1999; participou ainda em diversas produções dos Artistas Unidos entre 2000 e 2003. Na área da dança, colabora com a RE.AL desde 2002, tendo participado nas criações Existência, O que eu sou não fui sozinho e Para onde vai a luz quando se apaga?, todas dirigidas por João Fiadeiro. No cinema, tem tido colaborações pontuais, das quais se destaca a participação no filme Juventude em Marcha, de Pedro Costa. Foi seleccionado para o Prémio EDP Novos Artistas 2007.
