Jorge Pereirinha Pires & José Pinheiro

Brava Dança (2006), de Jorge Pereirinha Pires e José Pinheiro
Portugal, ‘79. Produção: A Ventura Humana.

Análise de um processo artístico: das origens dos Heróis do Mar ao ocaso do grupo como projecto comum – as ideias e os ideais em jogo; o papel do artista entre a política e a sociedade, a revolução e a contra-revolução; a música popular e a urgência da intervenção artística; a imagem que o país fazia (e faz) de si mesmo. Um mosaico narrado por diversas vozes – e diferentes personalidades. Um filme de dois respigadores. Com entrevistas recolhidas em Lisboa e Londres; imagens e sons recuperados ao esquecimento.

JORGE PEREIRINHA PIRES nasceu em Lisboa (Portugal), em 1961. É licenciado em Filosofia, área onde continua a desenvolver estudos (Estética). Escritor, jornalista, tradutor, guionista, crítico musical e literário, desde 1979 tem colaboração dispersa por diversos órgãos da imprensa nacional e estrangeira, bem como por diversas estações de rádio. Foi redactor principal da revista Ler, e um dos fundadores do semanário O Independente. Como editor e guionista, foi responsável por diversas emissões para a RTP2, designadamente os programas Lusitânia Expresso (1989), Pop-Off (1991-1993) e Euroritmias (1992-1993). Desempenhou funções como Assessor Sénior de Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura, Adjunto do Ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho (1996-1997), e consultor do estudo sobre “As Indústrias Culturais Portuguesas”, dirigido pelo Eng.º Roberto Carneiro (2000), entre outras. A sua parceria com José Francisco Pinheiro, iniciada nos tempos do Pop-Off, prolongou-se em diversas aventuras, das quais as mais visíveis são Madredeus – O Paraíso (1997), Um Bom Pastor (2002, sobre o último disco de José Afonso, Galinhas do Mato) e Brava Dança (2006). O seu livro mais recente é Alento (Assírio e Alvim, 2003).

JOSÉ PINHEIRO nasceu em Lisboa (Portugal), em 1965. Formado em Marketing e Publicidade, completou o Curso de Operadores de Vídeo do Centro de Formação da RTP em 1988, e posteriormente os cursos de Assistente de Realização e Produtor Executivo em 1989. A partir de 1990, realizou para televisão numerosos magazines – entre eles os programas Pop-Off (pelo qual foi premiado com um Sete d’Ouro, em 1992) Outras Margens, Made in Portugal, Top 25, e Spray –, além de programas culturais, documentários (série O Trabalho, 31 episódios para a RTP2, 2001), concursos de entretenimento, reality shows e emissões de música ao vivo. Concebeu também intervenções audiovisuais para grandes espaços, como o festival “Portugal ao Vivo” (Estádio de Alvalade, Julho de 1992), a digressão nacional “Saber A Mar” dos Delfins (1996), o pavilhão do ICEP na Expo 98, ou a exposição Grão Vasco – Pintura Portuguesa do Renascimento 1500/1540 para Salamanca 2002, Capital Europeia da Cultura. Realizou ainda cerca de duas centenas de videoclips para artistas e grupos portugueses. Em 1998 recebeu o Prémio Videoclip do Ano pelo seu trabalho para o tema “O Navio de Espelhos”, de Os Poetas, com Mário Cesariny. Em 2001 recebeu o Prémio Videoclip Nacional, atribuído pelo Fantasporto, pela realização de “A Casa” de Rodrigo Leão. Em 2007, a sua obra foi objecto de uma retrospectiva na primeira edição do VIMUS - Festival Internacional de Vídeo Musical, na Póvoa de Varzim.



projecto desenvolvido no ambito do programa ALLGARVE