Susana Guardado, Beatrice Catanzaro, Cláudia Lopes Costa & Ynaiê Dawson

Pista, 2008, de Susana Guardado, em colaboração com Beatrice Catanzaro, Cláudia Lopes Costa e Ynaiê Dawson
Pista é um dispositivo instalativo que a artista – em colaboração com Beatrice Catanzaro (vídeo), Cláudia Lopes Costa (stage design) e Ynaiê Dawson (fotografia) – elaborou com peças que derivam de um processo intuitivo de trabalho. Partindo de uma investigação de índole matérica e formal – Testing Dance Floors –, abre-se a cortina para a imersão numa experiência colectiva anónima – Europa – que se torna pessoalizada através da confissão – Sinner. Este projecto na exposição “Mundos Locais” termina com a acção “Personal DJ” em Agosto.
Personal DJ, de Susana Guardado (DJ SUGO), em colaboração com Ynaiê Dawson (VJ)
Trata-se de uma acção intitulada Personal DJ, cujo objectivo é repensar e ligar níveis de realidade e espaços de actuação afastados, assim como conseguir conexões e ultrapassar barreiras relacionais. Tal como ao contar uma história com vários possíveis finais, esta constrói-se no momento e de acordo com a intuição de cada um. Ninguém impõe caminhos, apenas se sugerem alguns, os quais todos podem percorrer, as possibilidades são infinitas e as histórias intermináveis. Desta forma, e durante o período de 16 a 21 de Agosto, oferecem-se sessões particulares, gratuitas, de DJ, que o público poderá contratar para as suas casas particulares, de acordo com regras e horários preestabelecidos, apresentando-se o seu resultado na sessão VJ de 23 de Agosto (VJ convidado: Ynaiê Dawson).
SUSANA GUARDADO nasceu em 1971, em Lisboa (Portugal), onde vive e trabalha. Com uma intensa formação académica em diversos domínios das artes visuais, a sua obra está intimamente ligada ao universo musical, presença constante no seu dia-a-dia, que não raras vezes constitui um ponto de partida para as suas peças. Desde 1998 participa com instalações, vídeo, escultura e fotografia em exposições individuais e colectivas, tendo obtido um significativo reconhecimento a nível nacional, que se reflecte na crítica à sua obra e na aquisição desta por conceituadas colecções, como a Fundação PLMJ ou a colecção António Cachola. Em 2000 obteve a Bolsa de Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura. Em 2007 participou na residência artística “Sítio das Artes” inserida no Fórum Cultural - Estado do Mundo, projecto comemorativo dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian. Actualmente está representada em Lisboa pela Galeria 3+1 Arte Contemporânea.
BEATRICE CATANZARO nasceu em 1975, em Milão (Itália) e tem dupla nacionalidade (italiana e suíça). Frequentou o Master in Public Art da Bauhaus University, Weimar, Alemanha em 2002 e estudou Social Sculpture na Oxford Brookes University, Inglaterra. Desde 2004, desenvolve projectos em colaboração com a Fundação Vastu-Schilpa, Universidade CEPT, Ahmedabad, Índia e a Fundação Pistoletto, na Itália, na qual também é tutora. Participou na residência Sítio das Artes, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2007, em Lisboa, para onde se mudou e actualmente frequenta a escola de artes visuais Maumaus. O seu trabalho consiste numa análise contextual que resulta em instalações temporárias que lidam com camadas de narrativas no espaço público.
CLÁUDIA LOPES COSTA, natural de Trás-Os-Montes (1975, Portugal), estudou e trabalhou entre Sintra e Lisboa de 1994 até 2001, tendo neste ano viajado até Paris e aí ficado durante sete anos. A sede de voltar a Portugal fê-la regressar e materializar o que ficou de sete anos de experiência ao nível da cenografia e direcção de arte, especialmente na área da publicidade, moda e fotografia. Trabalhou em parceria com fotógrafos como David Hamilton, Irina Ionesco, Stephane Sednaoui, Michelangelo di Battista, Ian Welters, Mark Pillai, Kristine Thiemann e Orlando dos Santos, entre outros. No presente momento, em Portugal, tenta continuar aliada às artes plásticas, não como protagonista, mas sim como membro de um corpo que tem uma cabeça que se mostra, logo, não a sua, porque os bastidores são-lhe mais confortáveis, sendo a cenografia, no seu ponto de vista, uma arte plástica que deve ser discreta, e camuflada por tudo o que representa.
YNAIÊ DAWSON nasceu em São Paulo (Brasil) em 1979. É licenciada em fotografia e pós-graduada em Fine Art Media pela Slade School of Fine Art, Londres, 2004. Frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro) e o curso de artes visuais da Maumaus (Lisboa). Expõe regularmente desde 2001, destacando-se as colectivas Da pele que quer ser vista ao sentido invisível (Rio de Janeiro, Lima, Buenos Aires e Quito, 2003) e Novas Aquisições da Colecção Gilberto Chateaubriand, MAM, Rio de Janeiro, 2004 e 2007; e a individual Infinitos, no Rio de Janeiro, 2006. Participou da Residência “Sítio das Artes”, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), em 2007, e possui trabalhos em algumas colecções públicas e privadas brasileiras. Actualmente vive em Lisboa e está representada, no Rio de Janeiro, pela Galeria Novembro Arte Contemporânea.