Victor Lopes

Língua: Vidas em Português, 2002, de Victor Lopes
Brasil, 90’. Produção: TV Zero e Sambascope
Todo dia duzentos milhões de pessoas levam suas vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todo dia, a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos, e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabem. Toda noite, duzentos milhões de pessoas sonham em português. Algumas delas estão neste filme.
VICTOR LOPES nasceu em Moçambique e reside no Brasil há 31 anos. Estudou cinema na Universidade Federal Fluminense, foi professor da Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro e dirige desde 1987. Em 1990, dirigiu Vênus de Fogo, média-metragem de ficção exibido pela TV Bandeirantes e Channel Four. O vídeo foi premiado no Brasil e na Itália e integra o acervo do MOMA de Nova Iorque.
Dirigiu e produziu o curta-metragem de ficção “Bala Perdida”, lançado em 2003 e que ganhou 20 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Seu primeiro longa-metragem, Língua: Vidas em Português, documentário sobre a língua portuguesa, foi premiado pelo BNDES no Brasil e pelo ICAM em Portugal. Filmado em Portugal, Moçambique, Brasil, Índia, França e Japão, o filme conta com a participação de José Saramago, Martinho da Vila, João Ubaldo Ribeiro e do grupo Madredeus. “Língua” ganhou o Grande Prêmio da Lusofonia e inaugurou o primeiro circuito digital do Cinema Brasileiro em Outubro de 2004.
Em 2006, Lopes assina quatro filmes temáticos para a vídeo-instalação permanente da Grande Galeria do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. No momento, finaliza Serra Pelada, documentário de longa-metragem sobre a maior corrida do ouro do século XX